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title: Pesquisa revela as áreas de estudo mais desejadas pela geração Z
description: Área de tecnologia aparece em maior destaque na nuvem de palavras de profissões da pesquisa.
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# [Pesquisa revela as áreas de estudo mais desejadas pela geração Z](https://instituicao.fundacred.org.br/news/pesquisa-revela-as-areas-de-estudo-mais-desejadas-pela-geracao-z)

 Written by [Redação](https://instituicao.fundacred.org.br/news/author/redação) | Dec 6, 2024 2:55:54 PM

Jovens brasileiros da geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) estão de olho nas áreas da tecnologia, mas também em setores mais tradicionais como publicidade, administração e psicologia. Para o mercado de trabalho, eles buscam empresas com valores similares aos deles, almejam cargos de liderança e não descartam o empreendedorismo como uma possibilidade de carreira.

Isso é o que mostra a pesquisa “GenZ além dos rótulos”, publicada pelo Instituto da Oportunidade Social (IOS). A organização entrevistou 929 jovens de 15 a 29 anos de quatro estados diferentes (São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Minas Gerais), todos alunos ou ex-alunos dos cursos oferecidos por eles.

De acordo com o levantamento, 64% dos jovens desejam ser líderes nas áreas em que estudaram e 40% querem empreender. 69% dos jovens entrevistados ainda não concluíram o [ensino médio](https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/conclusao-do-ensino-medio-e-maior-entre-alunos-amarelos-e-brancos-diz-estudo/), e 88% desta parcela gostariam de [continuar os estudos](https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/555-dos-alunos-desistem-antes-de-completar-ensino-superior-aponta-relatorio/) após o término do terceiro ano.

A área de tecnologia aparece em maior destaque na nuvem de palavras de [profissões](https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/historia-radiologia-e-mais-veja-ranking-de-graduacoes-com-mais-desempregados/) da pesquisa. Dentro desse universo, engloba-se também o** desenvolvimento de games e o web design**. Marketing e publicidade vem em seguida, junto com administração e recursos humanos.

Alecsandra Neri, gerente de operações do IOS, destaca que, diferentemente das gerações anteriores, [a preferência por TI não é uma exclusividade masculina](https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/mulheres-na-tecnologia/). Pelo contrário, **55% dos alunos dos cursos de tecnologia oferecidos pelo instituto são meninas.**

“Os gen Z querem trabalhar em locais e setores que valorizem a diversidade e equidade, o que contribui para um desejo crescente dessas jovens a promoverem a mudança. Cada vez mais vemos meninas que querem ajudar outras a ingressar em TI, construir mais referenciais femininos no segmento e se desenvolver”, disse.

A estudante Catiuscia Centeno, 19, é um exemplo dessa tendência. Ela faz** faculdade de sistemas para a internet** no IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul).

Ela contou à** CNN** que durante a adolescência chegou a fazer cursinhos de design gráfico, mas que foi no IOS que ela passou a **enxergar a tecnologia como uma possibilidade de carreira**.

“Minha jornada com a tecnologia começou quando tinha 17 anos, então não faz muito tempo. Entrei em um curso de programação web, onde tive meu primeiro contato com programação. A tecnologia, que era algo que normalmente usava como hobby, acabou se tornando a área em que quero trabalhar”, afirma Catiuscia.

Além da profissão, Catiuscia afirmou que o curso também a ajudou a desenvolver um sentimento de querer ajudar a sociedade de alguma forma:

“Gosto de programar e posso usar o meu conhecimento para ajudar outras pessoas. O código que estou fazendo hoje pode ajudar 10 mil pessoas amanhã. É isso que me impacta quando falam em tecnologia para mim”

Essa questão do impacto social está bem presente na resposta dos entrevistados. A pesquisa destacou que a maior preferência entre os jovens diz respeito justamente aos valores da empresa onde desejam trabalhar. 76% deles consideram muito importante que a companhia tenha como prática **o respeito, a ética, a sustentabilidade e a transparência.**

“Esses jovens querem ingressar em grandes empresas que possuam **políticas de inclusão, diversidade, flexibilidade, benefícios e equipamentos modernos**. O estudo traz esse cenário e aponta que, mesmo com um interesse pelo empreendedorismo, as oportunidades de trabalho formal com bons salários e possibilidade de crescimento são muito importantes”, completa Alecsandra.

## Estudantes querem empreender

De acordo com a IOS, 40% desejam ter uma empresa própria um dia. Essa parcela vê o [empreendedorismo](https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/como-atrair-a-geracao-z-para-o-empreendedorismo/) como uma possibilidade de autonomia e de trabalhar com familiares e amigos. 

A questão da amizade também está presente no perfil de líder que os jovens veem como inspirador para eles. **71% admiram um líder amigo, que converse sobre tudo, não somente sobre trabalho**. Apenas 7% veem a liderança rígida, que exerce autoridade e não trata sobre outros assuntos, como um modelo a ser admirado.

## Formas de trabalho

Alecsandra acrescenta que embora o empreendedorismo seja uma tendência, ele também é um reflexo da dificuldade que muitos jovens enfrentam para entrar no mercado formal.

“Os jovens dão preferência a oportunidades de trabalho formais, e em modelos como CLT (51%), que ofereçam perspectivas de crescimento (67%) e segurança financeira, especialmente para o jovem periférico vindo de escola pública”

Os jovens também responderam sobre a flexibilidade de locais e horários de trabalhos, dois temas que estão bem presentes nos últimos anos. Entre o formato de trabalho sugerido, o que os entrevistados priorizam mais é o **“anywhere office”**, que permite que o profissional trabalhe de onde quiser.

38% considerou esse formato como muito importante, contra a taxa de 17% que prefere o home office total e 13% que escolhe o presencial total. O instituto identificou que **mais da metade dos respondentes não se importa com vagas que sejam apenas home office ou apenas presencial.**

 47% dos jovens consideram muito importante ter bem definidos os horários de entrada e saída do trabalho. A pesquisa destacou que, como 69% dos entrevistados ainda não terminaram o ensino médio, a flexibilidade de horários e vagas em meio período (como prevista na** Lei do Jovem Aprendiz**) são importantes para a conclusão dessa etapa da educação.

Fonte: CNN

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