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Líder tem papel decisivo na transformação em 2025

R1

O sucesso de uma instituição de ensino superior passa pela atualização constante de sua gestão e lideranças. O acompanhamento das principais tendências do setor educacional pode garantir uma tomada de decisões mais eficaz para a IES. Especialistas reunidos no guia de Tendências no ensino superior para 2025 destacaram cinco tópicos centrais entre os principais desafios em liderança, gestão e transformação institucional: liderança adaptativa, transformação digital, personalização do aprendizado, bem-estar e saúde mental, e defesa da ciência e inclusão social.

Luciana Maia Campos Machado, superintendente acadêmica da Fipecafi, observa que as tendências que direcionarão o mercado educacional exigem lideranças adaptativas, capazes de integrar tecnologia, inovação pedagógica e gestão estratégica em um cenário desafiador. Segundo ela, os gestores estão focados em personalizar a aprendizagem, criando currículos flexíveis que atendam às necessidades individuais dos alunos, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades socioemocionais essenciais. No cenário atual, as IES devem inovar e se adaptar às demandas sociais e tecnológicas, utilizando dados e inteligência artificial para aprimorar tanto a experiência do estudante quanto à eficiência institucional.

Liderança adaptativa e estratégica

João Otávio Bastos Junqueira, conselheiro da Unifeob, afirma que 2025 exigirá lideranças capazes de engajar suas equipes em meio a cenários econômico, fiscal e político desafiadores. “A pressão no fluxo de caixa das IES demandará que elas sejam operacionalmente eficientes. Modelos burocráticos terão dificuldades, enquanto líderes que cultivam confiança, respeito e adaptabilidade terão destaque.” Rafael Rosseto, CEO da Fasa, reforça que, em tempos de IA, a empatia se torna essencial para líderes entenderem como a informação transforma instituições.

Beatriz Maria EckertHoff, vice-presidente excelência acadêmica e institucional da Cruzeiro do Sul Educacional – uma das oito Universidades Inovadoras de 2024, pontua que as lideranças precisam integrar gestão, tecnologia e pedagogia estrategicamente, independente da modalidade educacional. Lúcia Teixeira, presidente do Semesp e da Unisanta, complementa dizendo que a criatividade e a qualificação contínua, inclusive tecnológica, são fundamentais, assim como a conexão com ecossistemas externos e a compreensão das implicações éticas da IA.

Transformação digital e gestão baseada em dados

Alexandre Gracioso, especialista em ensino superior e gestão educacional e colunista da Ensino Superior ressalta a importância da transformação digital integrada, conectando pessoas, processos e sistemas para promover inovação e eficiência. Segundo ele, a transformação nas práticas de gestão requer decisões fundamentadas. “E as IES precisam incorporar a análise de dados e a IA em suas operações diárias, possibilitando a antecipação de cenários, a formulação de respostas eficazes a desafios internos e externos, e a criação de um ciclo de aprimoramento nos processos decisórios”, diz.

Guilherme Martins, presidente do Insper, sugere que IES se posicionem como plataformas de ecossistemas, “nas quais múltiplos atores se beneficiam de efeitos de rede, utilizando dados para criar experiências personalizadas que ampliem o vínculo com os estudantes”.

Rafael Rosseto enfatiza que “a gestão eficiente exige sistemas analíticos robustos para tomada de decisões rápidas e informadas”. Irineu Gianesi, presidente do Instituto Mauá de Tecnologia, reforça que a IA deve ser usada estrategicamente, promovendo “mudanças profundas” nos processos de gestão, captação e formação dos estudantes. Gianesi alerta ainda que a resistência à mudança é um obstáculo a ser superado por lideranças visionárias”. Lúcia Teixeira acrescenta que decisões embasadas em análises claras de informações, no planejamento e nas metas institucionalizadas, são “essenciais para enfrentar as rápidas mudanças no cenário tecnológico e financeiro.”

Personalização da aprendizagem e flexibilidade curricular

Joaquim Guerra, vice-reitor acadêmico e de inovação educacional da TEC de Monterrey, afirma que as IES devem evoluir para se tornarem mais flexíveis e menos padronizadas, utilizando ferramentas como IA e realidade virtual para atender às necessidades individuais dos estudantes. Em sintonia com essa perspectiva, João Otávio Bastos Junqueira enfatiza a importância da educação híbrida e das trilhas personalizadas. “São fundamentais para acomodar os diferentes interesses e ritmos de aprendizado dos alunos”.

Beatriz Eckert-Hoff propõe currículos mais flexíveis e atrativos, com certificações intermediárias “que incentivem o aprendizado contínuo ao longo da jornada do aluno”. E Lúcia Teixeira acrescenta que os currículos inovadores, alinhados às necessidades do mercado e da sociedade, terão maior valorização no futuro. Segundo a presidente do Semesp, nesse contexto, todos os modelos acadêmicos devem também promover competências essenciais, como empatia, resiliência, pensamento crítico e a capacidade de tomar decisões complexas, ao mesmo tempo em que enfrentam desafios globais, como mudanças climáticas e crises de saúde mental. “As IES precisam repensar seus currículos e estruturas para garantir que os estudantes se formem preparados para um mundo em constante transformação,” declara.

Bem-estar e saúde mental

Alexandre Gracioso e Joaquim Guerra concordam que a saúde mental deve ser uma prioridade nas IES, impactando diretamente a produtividade e a qualidade de vida dos estudantes e colaboradores. Guerra defende modelos que promovam resiliência, inteligência emocional e habilidades sociais, enquanto Gracioso enfatiza que “uma cultura institucional voltada ao bem-estar reflete no engajamento acadêmico”. Lúcia Teixeira reforça que a transformação institucional deve incluir o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como adaptabilidade e empatia, preparando os alunos e colaboradores para um mundo em mudança.

Defesa da ciência, inclusão e impacto social

Rafael Rosseto alerta que 2025 pode ser um ano de estagnação política, mas destaca a importância de resistir à polarização, “defendendo a ciência e promovendo conhecimento”. Joaquim Guerra reforça a necessidade de “diminuir desigualdades no acesso à educação e oferecer oportunidades para reconversão profissional em um mundo impactado pela IA”. 

Beatriz Eckert-Hoff destaca a pesquisa como “motor de impacto social e desenvolvimento sustentável” e Irineu Gianesi complementa que o posicionamento estratégico das IES deve priorizar sua proposta de valor para garantir sua relevância e sobrevivência.

Essas afirmações sobre foram feitas na nova edição do guia Tendências no ensino superior, elaborado pelo Semesp e pelo Consórcio STHEM em parceria com a revista Ensino Superior. O documento reuniu 81 especialistas para debater as principais tendências de 2025 em diferentes campos educacionais.

Fonte: Ensino Superior